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LABRE SERGIPE, O CAOS INSTITUCIONALIZADO
Faz alguns
anos que nosso Radioamadorismo vem sofrendo um esvaziamento de seus quadros
dirigentes.
Falta de interesse, falta de fiscalização, o advento de tecnologias que
supostamente teriam reemplazado o serviço de Radioamador no Brasil e
principalmente a FALTA DE UMA ATUAÇÃO INTELIGENTE DA LABRE NACIONAL E SUAS
FILIADAS estariam provocando essa omissão.
Em Sergipe o quadro não e diferente, agravado ainda pela fraca atuação dos
dirigentes que estão a frente da LABRE-SE.
A LABRE-SE tem um passado glorioso de atuação no âmbito nacional em diversos
eventos, assim como e sempre lembrada pela farta safra de cedablistas que
outrora representaram nosso estado em inúmeros contestes e concursos.
O desaparecimento de alguns Radioamadores atuantes junto com a chegada a
LABRE-SE de uma administração de duvidosa qualificação profissional e que, sem
dúvida, não representa o anseio do grosso do Radioamadorismo Sergipano, tem
levado essa nobre instituição ao fundo do poço.
Comprovamos que a LABRE-SE tem perdido seu CNPJ e por conta disso corre o risco
de perder o indicativo de sua repetidora PP6AA. Alguns comentários ouvidos em
roda de Radioamadores relatam a intenção, de alguma pessoas ligadas a atual
diretoria, de vender sua sede para adquirir um terreno na praia onde seria
erguido um "clube". Ora, sabemos que a titularidade do prédio da LABRE foi
outorgada a CRASE - Casa do Radioamador de Sergipe, então, como e possível
vender algo que não e nosso?
A LABRE-SE tem uma divida altíssima com o município de Aracaju.
A LABRE-SE e hoje uma das poucas LABRES que não possuem um site na internet, e
isso não e por falta de verba e sim por falta do CNPJ. Hoje são poucos os
filiados que estão em dias com suas obrigações junto a LABRE-SE.
Observamos que o atual presidente da LABRE-SE tem se preocupado mais em reerguer
suas repetidoras do que em trabalhar para salvar a repetidora da LABRE-SE.
Outro fato interessante foi a renúncia do vice-presidente e também Diretor de
Ética da LABRE-SE por ter ,o mesmo, participado e promovido da perseguição e o
desabonamento moral de um Radioamador estrangeiro, radicado no estado, com
direito a ameaças e insultos via rádio. Esse dirigente renunciou,
aparentemente, ao seu indicativo para tentar evitar uma situação comprometedora
junto a ANATEL e a Justiça. Depois de ter passado alguns meses dos fatos antes
citados se cogita seu retorno as faixas como se fosse um herói injustiçado.
Esse fato foi amplamente comentado nas rodas Radioamadorísticas de todo o país
onde ouvimos algumas opiniões favoráveis ao dirigente renunciado e outras nem
tanto. De qualquer maneira quem perdeu com essas atitudes e o Radioamadorismo
de Sergipe.
Outrossim, a LABRE-SE não tem CONSELHO FISCAL, como reza nos estatutos,
não possui os pareceres desse conselho dos últimos 4 anos no que disrespeito as
contas do atual Presidente, atitude essa que teria que ter inviabilizado o
segundo mandato da atual Diretoria. A LABRE-SE NÃO TEM UM TESOUREIRO!
Essa e outras irregularidades deixam a entidade a mercê de interesses que nada
tem a ver com o Radioamadorismo.
Essas omissões, cometidas pela atual diretoria e por Radioamadores que detentam
uma APARENTE LIDERANÇA EM SERGIPE, mostram claramente uma falta de
preparo emocional , profissional e ético para administrar uma entidade
Radioamadorística como a LABRE.
A atual diretoria da LABRE-SE esta correndo atrás do prejuízo, inventando atas e
reuniões que estão sendo registradas no cartório do 10º oficio para tentar assim
tampar o buraco deixado por uma administração que NUNCA SE PREOCUPOU COM A
LEGALIDADE DE SEUS ATOS.
Mesmo com toda essa realidade batendo na porta da instituição ainda se insiste
com a velha e desfalcada formula do oba oba, do 0800, da cachaça e do churrasco,
achando que o Radioamadorismo e um concurso gastronômico onde tem sucesso quem
come mais ou quem bebe mais. Temos ainda Radioamadores financiando toda essa
falcatrua achando, quem sabe, que no dia de amanhã possam ser lembrados com
LÍDERES DO RADIOAMADORISMO LOCAL. Todo isso em detrimento da qualidade ética
e técnica operacional do Radioamadorismo de Sergipe.
Outrora, em Sergipe, realizavam-se eventos que mostravam uma SAÚDE INVEJÁVEL
DO RADIOAMADORISMO SERGIPANO. Na realidade esses eventos tentavam
ESCONDER A TRISTE E DURA REALIDADE DE UM QUADRO RADIOAMADORÍSTICO QUE, SEM UM
LEME CERTO, VEM PERDENDO QUALIDADE E REPRESENTATIVIDADE NO ÂMBITO NACIONAL E
INTERNACIONAL. Esses eventos pareciam mais campanhas políticas para promover
tal ou qual Radioamador.
A situação e realmente caótica e o que e pior: não se vislumbra uma solução já
que a atual administração, afrontando os estatutos, se prepara para tentar
assumir mais um período a frente da entidade.
A pergunta é:
ATÉ QUANDO?
Enrique Daniel Figueredo
PU6ZAA
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